quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Contando os anos. (mais uma vez, o passado!!!!) ou E agora o que nos resta é saltar.

Com ou sem retórica?

COM.

Então... esse facebook. Ainda não escrevi nada sobre ele. Não faço ideia do que vai ser escrito aqui...Mas sei do que quero falar. É um bom começo. O Facebook, o Google, a Macintosh e a Microsoft são os grandes aliados (ou não) de nosso tempo. Sendo assim, resolvi aqui fazer uma peneira da minha breve vida aqui na Terra nesses tempos loucos, que na verdade a loucura que faz somos nós mesmos.

1982 - nasci
1983 - eu tinha um ano.
1984 - eu tinha dois anos.
1985 - eu tinha 3 anos.
1986 - eu tinha 4 anos e aí as lembranças começam a pintar. Eu mostrava os 10 dedos das mãos indicando minha idade quando me perguntavam. Eu via jogo de futebol e gritava gol toda hora. Lembro que tinha piscina na escola e que minha mãe adorava embrulhar sanduba de mortadela para minha merenda.
1987 - eu tinha 5 anos.
1988 - eu tinha 6 anos. Fui alfabetizado.
1989 - eu tinha 7 anos. Escrevi meu primeiro calendário, nunca me esquecerei do ano no fim dele. Foi nesse ao que descobri que vivia em Niterói. Foi nesse ano que nos mudamos para o prédio que mudaria minha vida: O Papas de Niterói.
1990 - eu tinha 8 anos. Grandes amigos eu fiz nesse tempo de infância.
1991- eu tinha 9 anos. Guns And Roses era a melhor banda do mundo.
1992 - eu tinha 10 anos. Tenho uma vaga lembrança de que completar uma década foi importante para mim. Estufei o peito.
1993 - Guns ainda era a melhor banda do mundo. Piratininga era logo ali, assim como Itacoatiara. Icaraí era o quintal da minha mãe. O meu era o play do Prédio Papas, com os meus amigos da mais pura infância. Viemos para Campinas
1994 - eu tinha 11 anos. Brasil ganha a copa. Eu ganho um violão. Alguns amigos que entraram para a lembrança.
1995 - eu tinha 12 anos. Descobri que se eu fosse folgado com algumas pessoas erradas, eu tava fodido. Descobri o carrinho de rolimã.
1996 - eu tinha 13 anos. O sol seco de Campinas ainda é o mesmo. Descobri que eu não levava o menos jeito com as mulheres.
1997 - eu tinha 14 anos. Eu era um idiota. Um moleque chato. Mas eu era original...
1998 - Eu tinha 15 anos. Sabia tocar um pouco mais de violão. Ganho minha guitarra. Ganho um microfone Le Son. Depois de tentar montar algumas coisas frustrantes em quesito de banda, entro pra banda Estaka Zero.
1999 - Eu tinha 16 anos. Com um nome novo, o Lucidas grava seu primeiro disco. Eu estudava no Batista. Entrei pro Louvor da IPI Canaã. Conheci outros grandes amigos.
2000 - Eu tinha 17 anos. Terminei meu namoro com a Flávia. Conheci Thiago Henrique (o Ramirez). O Lucidas começou a tocar bastante.
2001 - eu tinha 18 anos. Não liguei muito por fazer 18 anos.
2002 - eu tinha 19 anos.Lucidas ganha Sprite Sounds. Fui pra Saturno. Gravamos com Sérgio Dias. Beatles aparece, de fato, na minha frente.Eu começo a achar que minha vida seria um artista do rock. Queria ser famoso.
2003 - eu tinha 20 anos. Gravamos Até o Fim.
2004 - eu tinha 21 anos. Termino meu namoro com a Fernanda. Entro para a PUCC. Conheço a Silvia. Conheço mais grandes amigos.
2005 - eu tinha 22 anos.
2006 - eu tinha 23 anos.
2007 - eu tinha 24 anos. Viagem para Olimpia-SP.
2008 - eu tinha 25 anos.
2009 - eu tinha 26 anos. Faço gastronomia. Conheço mais grandes amigos.
2010 - eu tinha 27 anos. Meu pai me disse "agora você é um homem".
2011 - eu tenho 28 anos. Começo a achar que a vida não faz o menor sentido. Sinto que já vivi demais e não espero grandes coisas da minha vida. O mundo é um lugar filosoficamente compreensível, mas na prática é outros quinhentos. Acho que tô doidão.

sem mais.
que preguiça.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

SOBRE NOSSA ÚLTIMA VIAGEM AO ESPAÇO - FIZ NO COMETA.

É estranho... Como é estranho o jeito em que as coisas acontecem.

Recebi um email cerca de um ano e alguns meses atras, de Christian Camilo, me chamando para entrar "numa banda grande em Campinas". Comentei com minha Silvia a respeito. Ela perguntou "o que você vai fazer" e eu respondi ao mesmo tempo em que respondia o email "to dentro".

Comecei a aparecer nesse tal circuito "Indie" (um rótulo infeliz, na minha opinião) quando passei a produzir o Oito Mãos. Pompeo isso, aquilo. Eu, da mesma forma, rebati. Eles isso, eles aquilo. Desses alguns eles e estes, Christian Camilo e André Dalbó me mostraram que a vida é feita de dias e dias. Não conhecia o Morrice, e o Bola eu havia conversado umas duas vezes no Bar do Zé. Tive uma impressão estranha com Dalbó num show do Oito Mãos e Monaliza Overdrive. Com o Tita (Christian) havia aquela birra clássica com outras bandas, as chamadas concorrentes. O Instiga sempre me pareceu uma banda manca. Até ouvir "Aquela da Cachorrinha". O pré conceito, como dizem por aí, é realmente uma perda de tempo.

Marcamos um bar (o 1° de Abril) e trocamos uma ideia. De cara o Dalbó me pareceu uma pessoa muito simples, divertida e da minha laia. O Morrice estava um tanto desconfiado, assim como eu. O Bola (ah, o Bola) sorria para tudo e para todos. Christian com um certo receio de como seriam as coisas numa banda em que ele não seria o primeiro a apitar. Eu? Bom... eu estava dando um pulo nessa correnteza, a fim de ter novos amigos, novos ares, para provar a mim mesmo que não era música que estava me cansando.

O Cometas fizeram cerca de 3 ou 4 ensaios. Fomos nos sacando, vendo o que rolava. Cantávamos "blá blá blá", "uhhhh", "daran daran" e "tchaptchura" em melodias que ia sendo criadas. Alguém tinha um riff, outro uma batida... Alguém tinha uma ideia. Alguém vetava, outro opinava, outro apoiava. Tudo numa total transparência desprovida de egos. Ora, vejam só... Na banda os 5 sabiam, com exatidão, quem éramos: ninguém.

- Estou cansado de dormir em pacotes de cópias de Cd's - disse Morrice.
- Eu não espero mais nada da música - disse eu.
- Pompeo, não fala assim... Você fala como um velho - disse Christian.
- Caralho, falamos sobre ter uma banda esses dias - disse Dalbó.
- Isso é genial. Foda demais, Porra, lindo - disse Bola.

Fomos para o sítio de Dalbó, em Guaretinguetá, apoiados pelas namoradas. Só nós 5, com um freezer cheio de cervejas, uma geladeira cheia de mantimentos e todos os instrumentos montados no carro. Entre churrascos, banho de rio, banho de Sol, banho de Lua, tiro ao sapo (com massas de farinha de trigo) e outras molecagens que só homens conseguem fazer, demos forma ao EP a ser lançado nessa quarta feira.

A mim foi confiado a mixagem. Eu quis isso. Pra quem gosta de informações, lá vai: A bateria foi captada no Síncopa. As guitarras foram captadas na casa do Bola e na minha loja. As vozes foram feitas nas salas de ensaio do estúdio do Rafinha. Trouxe as coisas para minha máquina e fiz meu trabalho confiando no que os caras da banda iriam achar. Se eu sou inseguro? Pra caralho. Prometi que não iria ficar profissional, mas sim apresentável.

Aprendi mais um pouco dessa função tão importante para uma música soar bem no ouvido das pessoas. Nos meus ouvidos, o EP soa bom.

"Sobre nossa última viagem ao espaço" foi construído com muita risada, dúvidas e seriedade de quem ganha rios de dinheiro com isso. Tudo, pelo incrível que pareça, pelo amor ao grande dom que foi nos dado.

A Música ainda é uma das melhores formas de comunicação estabelecida nesse mundo carnal. Dizem por aí que ela ultrapassa tempos, dimensões e limites. Eu me dou bem com essa amizade que tenho com a Música e fico imensamente grato aos amigos que conquisto tentando fazer desse dom meu ganha pão.

Um grande abraço.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Os Melhores filmes de Terror

Pra que serve um filme de terror? Pra deixar com o cú na mão, é claro. Quando eu era criança esses filmes ficavam na minha mente e viravam realidade num canto escuro da noite, seja onde fosse que eu estivesse dormindo. No som do silêncio somos capazes de ouvir tudo quanto é barulho, depende do seu grau de cagaço. Eu sempre fui cagão. Até hoje sou cagão, só que consigo controlar minha ilusão. Quando a coisa é forte, faço uma oração e tudo fica normal. Não que a oração tenha o poder de espantar coisas do além, nem que, de fato, há alguma coisa do além por perto. É que, ao orar, distraio o pensamento numa coisa gostosa e confortante. O cobertor vira um escudo e nada pode me atingir. O medo é um sentimento saudável, mas o foda é quando esse medo se torna um doloroso "medo de quê?". De bicho papão à espíritos ruins, o tema geralmente é bem discutido nos filmes dos autores mais engajados na parada. Luzes apagadas, som no talo. Sem pipoca. Embarque num belo filme de terror, daqueles que a gente nunca mais esquece.


A casa das almas perdidas - O filme conta a triste história da família Smurl na luta contra as forças das trevas - espíritos que não têm o que fazer, ao meu ponto de vista. Uma história real, se você quer saber. Pediram ajuda para a imprensa e apareceu gente de todo o tipo, de curiosos a especialistas no assunto. Uma coisa não fica bem explicada: porque, meu Deus, porque eles são atormentados? Foram premiados, só pode. Se mudaram para uma casa linda e não foram bem vindos por aqueles que já moraram naquela residência. A coisa é intrigante: sofrem "pegadinhas" dos que chamam de espírito zombeteiro. Quem nunca pegou uma coisa na mão, largou por uns segundos ao seu lado e quando volta para pegar essa coisa a parada sumiu? Depois de tanto procurar, a coisa tá lá, no lugar de sempre, ou então num lugar inusitado, como um armário bem longe de onde você tava. Manchas estranhas na parede começam a transparecer que algo está errado. Vozes chamando seu nome, como se fosse sua mãe ou seu pai, mas que não é nada. Um empurrão do vazio em suas costas. Um vulto que passa diante de seus olhos de um ponto a outro. Passadas de mãos invisíveis em suas pernas durante a noite. Um ataque sexual de uma entidade do mal. Você não acredita nessas coisas? Pode ser que não. Mas converse com gente que jura já ter presenciado o mau, as histórias são de arrepiar. O filme é só mais uma delas, contado de modo sério. Um tipo de filem que te dá medo depois que seus amigos vão embora e você fica sozinho em casa. Foda pra caralho.



O Exorcismo de Emily Rose - Ok, ok... Tem gente que não sentiu um pingo de tesão por esse filme, muito menos medo. De fato, medo mesmo são poucos que causam. Um bom filme de terror não é aquele que assusta, mas que impressiona. Como tenho uma criação nas raízes do cristianismo, sendo que minha mãe, antes de se converter, era adepta do umbandismo, já ouvi tudo quanto é história bizarra. A maioria dessas histórias estão em Emily Rose, moça que é escolhida por Legião para ser mais uma de suas vítimas. Aquela coisa do pastor abrir a bíblia e o demônio dizer de cor o versículo é batido... Contorções e forças sobrenaturais, batido... Tormento mental... Tadinha de Emily, tadinha... Imagina uma situação dessas? Uma pessoa devota, educada, feliz. Não merecia tanto. No fim, uma boa mensagem - por mais que pareça absurdo... Mas, peraí... Você não acredita nessas coisas, né? Então é tudo, desde o começo, um grande absurdo.




Poltergeist, o Fenômeno - A cena do moleque sendo arrastado pelo palhaço para debaixo de sua cama é o suficiente para não dormir perto de qualquer boneco palhaço. O desespero de um pai de família em querer salvar seus filhos de um desastre psicológico é de comover qualquer durão. Exagerado na maioria das vezes, esse filme de Spilberg é foda. A mãe sendo levantada na vertical, depois no teto, depois jogada na cama é uma obra prima. Especialistas filmando um fenômeno que teima em não dar trégua. Caroline, a loirinha estranha, levada a um outro lado - o lado da TV fora de sintonia. Duvido que você durma com sua televisão nessas condições. Duvido que você vai ignorar seu filho quando ele começar a rir de coisas que não estão ali, ou quando ele falar que vê a vovó que ele nunca conheceu. Isso sim é um fenômeno.





Stigmata - Não chaga a ser um filme de terror, mas sim um suspense recheado de mistérios da igreja católica. Põe em xeque o livro escrito pelos próprios punhos do Messias, onde é abordado a necessidade ou não de prédios e pedras para se adorar o salvador. Massa! Mas aí essa mensagem é passada através da protagonista, uma moça que não sabe de porra nenhuma. Um padre tenta compreender o que há de errado com a moça e descobre uma verdade terrível, lembrando muito as histórias de Dan Brown. A medida que o filme se desenrola, uma mistura de atos bizarros se desencadeia, desde as dolorosas e arrepiantes estigmas até as mensagens em aramaico escrito na parede pela moça, enquanto ela está completamente fora de si, andando cambaleando, irreconhecível, com seu rosto branco e levemente contorcido, olhos sem vida e um dialeto arrepiante ao responder quem era ela: "Um mensageiro não importante". Inesquecível.


Atividade Paranormal - Esse filme é demais! Chamei-o de Montanha Russa, porque só quando ele acaba é que você desce do carrinho, depois de se cagar todo, e anda sorrindo, feliz pela experiência. Um filme idiota quando termina (o fim do cinema), mas que faz jus ao que veio: dar medo. Vou te dizer, o filme é de dar medo. Você se lembra da moça sendo arrastada e do seu berro desesperador e pensa se isso poderia acontecer com você. Acho interessante quando há pessoas que duvidam dessas coisas e tentam tirar explicações plausíveis, que é o caso do namorado da moça. O tinhoso está nela e ele não crê muito nessas coisas. Aos poucos ele vai ficando muito desconfiado. No meu caso, depois da menor aparição do inexplicável, nunca mais eu dormiria com a mina.


O Exorcista - Os Beatles dos filmes de terror. O clássico mais assustador de todos os tempos. Nunca mais fizeram um desses. A história mais que mentirosa da batalha travada entre padre Merin e o demônio Pazuzo no corpo de Regan. Deus não aparece, dando a impressão de que nesse mundo a luta entre bem e mau é problema nosso. A perseverança na força das palavras do ritual romano dos católicos é grandiosa, mas a insistência do demônio também. De todos os lados há a presença do sobrenatural e Regan é inexplicável, inadjetiva (se é que existe essa palavra). Um esforço enorme em chamar a atenção? Poderia ser, mas se pensarmos que a mente é tão forte a ponto de fazer uma cama tremer é algo de ficar com a pulga atrás da orelha. Esse filme me assustou por muitos anos. Hoje sei de cor as cenas que procedem, de tanto que enfrentei esse medo usando o pensamento de "é apenas um filme". Se você for parar pra pensar, de fato é apenas um filme, mas um filme muito complicado de se assistir. O melhor.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

ESPERANTO - Felippe Pompeo


Felippe Pompeo é polêmico até quando não quer. Tem o costume de dissertar sobre coisas que fogem de seu conhecimento, mas que ele, no fundo, acredita ter alguma coerência. "Esperanto", seu disco de estréia, gravado independente, foi lançado no site do Rock n' Beats (http://www.rocknbeats.com/), há cerca de 20 dias e já gerou intrigas entre os apreciadores e especialistas em línguas. Um disco recheado de mensagens simples, arranjos um tanto reconhecidos pelos fãs de Beatles, com pitadas de rock and roll, soul e até música instrumental, que é o caso de Prelúdio, faixa que abre o álbum. "Nunca imaginei que o nome do disco ia dar tanto assunto". Felippe nos recebeu na casa de seus pais após prender o Pit Bull fêmea que atende pelo nome de Madalena. "Pra você ter uma idéia, eu entendo o meu cachorro sem falar a língua dele, se é que existe uma língua para a comunicação desses animais. Se existe, ninguém sabe falar". A casa de Felippe é um amontoado de amplificadores, bateria, guitarras, violões, P.A's (caixas de som usado em eventos) um piano de armário e inúmeros artigos de colecionadores referente aos Beatles, desde quadros e placas até o box remasterizado lançado recentemente com todos os discos da banda mais famosa do mundo, coisa que Felippe deixa exposto na sala de estar todo orgulhoso. Vestindo uma camiseta velha do "Let it Be" e uma bermuda manchada de água sanitária, Felippe respondeu algumas perguntas enquanto bebericava um copo de Jack Daniels e Coca-Cola com bastante gelo.




Os Blocos de Cimento: Como é para um artista ver sua obra ser lançada e ter uma repercussão um tanto contrária do que foi planejado?

Felippe Pompeo: Com dono da obra, acho uma tristeza. Como artista, acho válido. De um modo ou de outro, o disco não passou despercebido. Acho que eu teria a mesma reação se algum idiota falasse alguma cagada sobre algo que eu teria muito mais conhecimento, como muitas vezes já aconteceu comigo. O que acontece é que, no geral, as pessoas são muito maldosas. Faz parte do processo. John Lennon é o maior e recebeu o ódio do mundo na sua amada Yoko. Se ele estava pronto pra isso? Duvido que sim. Eu não fazia idéia de que o nome do meu disco daria tanta intriga. Tive a idéia de dar esse nome numa aula de etiqueta na faculdade de gastronomia. A professora, que tinha muita propriedade em suas falas, citou o Esperanto como uma língua que havia sido fracassada em sua proposta e tudo mais. Achei o nome da língua fantástico. Eu estava procurando um nome bom para um disco que fala sobre Deus. Como eu teria esse nome? Chamaria de Jeová? Alá? Oxalá? Ou sei lá... A coisa toda eu amarrei. Você não precisa se dar ao trabalho de ouvir o disco para sacar isso, eu digo: O disco fala que Deus é a soberania do universo, que o amor, que é a pregação mor de Jesus Cristo, é a cura e a saída para todos os males, isso inclui perdão e compaixão, bom senso e humildade. Eu já tive experiências de me comunicar com um sueco sem entender absolutamente nada do que ele falava, e ele me entendia, apenas com olhares e gestos. É disso que estou falando, a língua não é a coisa mais importante para a mensagem ser completa. É uma pena que as pessoas não entendam isso, e, sinceramente, acho isso uma burrice.

OS Blocos: Burrice?

Pompeo: Cara... É foda, sabe... Vai xingar o Restart porque? O Fresno, essa galera toda... Tudo tem um propósito. Posso não gostar de alguma coisa ou outra, mas todo mundo faz a sua parte. Esse pessoal que sabe tudo de línguas deveria entender o que é ser artista. Achei curioso um cara que escreveu que iria tomar cogumelos para entender um artista. Ele deve ser fã de Paulo Coelho, ou deve curtir coisas como Zorra Total. Deve ser uma pessoa careta. Eu não sou careta. Muito pelo contrário. Sou um adorador de idéias novas e gosto das que geram polêmicas, porque te põe pra pensar, pra raciocinar. Gosto de um bom debate. Adoraria que essas pessoas me encontrassem um dia e falassem na minha cara o que tem pra falar, se é que eu as feri de alguma forma. Adoraria debater. Odeio discussões e confusões. Se eu pudesse ter a ordem de falar, um após o outro, eles me entenderiam. Pô, entrei num fórum sobre línguas e estava lá a mesma e velha discussão sobre o fracasso do Esperanto. O que não entendem é o duplo sentido que há nisso tudo. O fracasso é o meu disco... Oras bolas. E não a língua. Até o meu disco é fracassado diante de sua proposta, que é falar de Deus, algo que não cabe em 45 minutos de canções. Ou seja, eu sei que fracassei nessa coisa de falar de Deus, entende? O disco se chama Esperanto. É coisa de artista. Se a pessoa não entende, é uma pena, porque sacar uma obra de arte é uma delícia. Você se envolve, ignora todos os processos acadêmicos e passa a fazer parte desse mundo. O mundo é cruel, a arte é um mundo melhor, uma mentira, uma ilusão, uma utopia. E, claro, entretenimento puro.

Os Blocos : Você acha que a arte tem coerência?

Pompeo : De modo algum. Se há algo que possa conceituar arte, essa coisa é a total falta de coerência. A academia não fala disso. Fiz 3 anos de jornalismo - que parei por falta de grana - e lá vi os mestres em comunicação social simplesmente virarem as costas para a arte. A estrutura comercial que se apodera disso é muito forte. Havia um professor que levava a arte a sério. Mas ele era diferente. A aula do cara era diferente. Jamais ditava, apenas conversava, passava seus conhecimentos contando suas histórias. Adorava falar dos Beach Boys, da sua banda em que ele tocava bateria. Enfim... A coisa da arte é ampla. A licença poética é coisa séria. A Monaliza, de Da Vinci, não faz sentido para uma pessoa com suas portas da percepção fechada. Essa pessoa, na minha opinião, é um infeliz, pra não falar um idiota. É claro que muito artista fala muita besteira, mas a sua arte, por mais que seja uma "besteira", é arte. A profundidade de uma obra - seja um quadro, um texto, um disco - é desprovida de erros. Se a pessoa tem a sensibilidade da criação, então essa pessoa é um artista. Esses críticos babacas que adoram falar de suas especialidades estão cegos a ponto de não ver a profundidade de uma obra de arte. Aquele nosso amigo vai ter que fumar muita maconha pra compreender o que isso quer dizer. Não recomendo os cogumelos, que aí ele entra em sintonia com a natureza e o caralho... Não deve ser um sujeito preparado para isso. Ele, assim como todos os que me criticaram pelo título do disco, deveriam mostrar suas criações. Deveriam publicas os seus trabalhos de conclusão de curso, que até nisso pode haver vestígios de arte, mesmo que eles não saibam.

Os Blocos - Você sabe falar Esperanto?

Pompeo - É claro que não! (risos). O disco poderia se chamar Português, Inglês, Francês. Esperanto é pomposo, fodão. Tudo a ver.

Os Blocos: Em "Reticências" você fala mais abertamente sobre o fracasso do Esperanto.

Pompeo : A música Reticências é mais uma conversa minha com Deus. Esperanto, ali, é o disco. A língua do mundo é você, esse você é Deus, eu falando pra Ele. Na minha opinião, língua alguma é pário para o poder da criação, das árvores. Em inglês árvore é thre, mas eu sei o que é uma árvore. O americano também. A gente aponta pra árvore e ele também. Então nós sabemos que ali há algo que os dois entendem. Eu li uma entrevista do John Lennon para a Roling Stones desse mês. Cara, é foda. Ele fala muito da coisa da crítica sabe. Respeita os críticos que falam mal dele mas que produzem seus trabalhos. Mas os que o criticam e não produzem nada ele simplesmente despreza. Com tantos anos de trabalho e ainda rolava aquela coisa de incompreensão de seus textos musicados. O repórter citava várias frases de músicas do compositor, pedindo para explicar. Disco nenhum vem com bula, dizendo o que realmente queria dizer com aquilo, ou com isso...

OS Blocos : Então vamos fazer a bula aqui. O que acha?
Pompeo: A entrevista é sua... Vamos lá, se é isso que quer fazer...

OS Blocos: "Prelúdio"... O nome é compreensível, mas o que quer dizer aqueles 3 climas que você e João Paulo Rodrigues criaram?
Pompeo: Nós sentamos na casa dele em frente ao computador. Tomamos uma garrafa de vinho. Eu levei uma idéia, que era basicamente os primeiros acordes que você ouve no disco. Gravamos as idéias iniciais usando o Roland Juno G dele. Foi um dia muito bonito. Nós dois somos adeptos das viagens do Apocalipse. Queríamos transmitir como seria a volta de Cristo ao mundo. Ou seja... o 1° momento é o desespero da humanidade rumo ao desconhecido. O 2° momento é uma breve felicidade pairando sobre todos nós. O 3º e último momento é o fim dos tempos, antes você houve 3 acordes de piano desafinados e desafiadores, coisa que eu e o Jota, sei que é loucura, chamamos de "os passos de Deus".

OS Blocos: "O Exilado" é sobre o diabo?

Pompeo: Pode se dizer que sim. Eu não fiz pensando nisso. Foi para um amigo meu, que eu estava puto com ele e fiz essa. Mas o sentido da canção é amplo. Não creio no diabo como uma entidade, mas sim como o mau existente dentro de cada um de nós, isso se aflora ou não. O diabo, na minha visão, é a confusão mental, a falta de bom senso. Uma pessoa exilada é aquela que não vê nada além de seus próprios valores, mas que é salva assim que percebe que o amor é a razão de tudo.

Os Blocos: "Diálogo sobre o mal resolvido"...

Pompeo : A faixa Los Hermanos, desde que o LH tenha mostrado para o Roy Orbinson aquela batida de batera que neguinho tanto fala que lembra o LH. Isso não me incomoda, sou fã do LH pra caralho. Eu saí da igreja e nunca mais voltei. Muitos amigos e familiares questionaram sobre minha fé. A resposta foi essa música. Até chegar no solo de guitarra sou eu falando pra Deus, o que imagino que ele estava me ouvindo. Depois do solo, é Ele respondendo pra mim, até o fim da música.


Os Blocos : "Gigante do Universo" é um tanto polêmica também... Na mesma proporção, se você incomodou os especialistas em Esperanto, vai ser enforcado pelos protestantes e católicos...

Pompeo : Eu poderia dizer "eles que se fodam". Mas seria um tanto contraditório à minha proposta. Espero que eles pensem nisso. Porque Deus tem que estar na igreja, sobre o poder da burocracia dos encarregados pela mensagem? Porque o pastor é o conhecedor da verdade absoluta sobre o criador? Quem disse que os mensageiros têm o poder de saber o que Deus quer pra mim, ou o que Deus gosta ou não que eu faça? É prepotência, manja? A bíblia é apenas uma reportagem de tempos antigos. O Apocalipse é uma profecia que eu creio que um dia se cumprirá, mesmo que não seja nas proporções ditadas por João. Imagine só aquele puta monte de anjos rodeando o messias, ou aqueles trovões e cavalos alados... Um basta no mau seria uma coisa de filme americano. Eu acho isso tão grande quanto o universo. É uma história incrível. Não sei das outras histórias, mas tenho certeza que todas elas são tão lindas e grandiosas. Eu só conheço essa e acho que é o suficiente para me fazer cagar nas calças. "Gigante do Universo" é isso. Essa coisa enorme que faz do ser humano um simples grão, uma simples parte de um todo infinito. Olhar para o céu e tentar procurar o criador é difícil. Eu vejo a criação no meu cachorro, no mar, no ar, nas pessoas, nos olhares, nos sorrisos... Vejo no inimigo e no amigo, vejo na insanidade, na loucura. É o tipo de coisa que não se explica, por mais que a ciência tente. Essas coisas nós estamos supondo até hoje, desde o início dos tempos. Deus é um grande mistério.

Os Blocos: "Anéis de Saturno" fala sobre a maconha?

Pompeo: Sim.

Os Blocos: Você faz apologia a maconha, então?

Pompeo: Não. Anéis de Saturno é uma expressão que quer dizer o alcance ápice da sua experiência relaxante que a planta te proporciona. É uma mera necessidade de viver numa condição além da vida de rotina. As pessoas dizem tanta coisa, principalmente seus pais, numa tentativa quase sempre hipócrita de te dizer o que é certo ou errado. Na minha opinião errado é fazer o mau para os outros. O que você faz consigo não é errado, é uma experiência. As consequências disso podem ser absurdas, mas você teve essa escolha. Anéis de Saturno narra a bagunça que tua mente - na verdade, a minha - é. Com ou sem substâncias. Nossa mente é um aglomerado de informações que na grande maioria das vezes há coerência e sentido, mas que também, na exata proporção, é uma bagunça só. É sempre bom ir pra bem longe desse lugar. Quanto à apologia, isso é coisa pro Planet Hemp.

Os Blocos: "Found Joy"

Pompeo: Essa é do João Paulo. Uma música linda, em inglês. Esse meu inglês merda, mas que fiz um esforço foda para soar bacana. Uma música simples, mas na simplicidade moram as grandes coisas. Achar a alegria é uma razão de paz interior muito confortante e revigorante. Engraçado... Você não precisa saber falar inglês para sacar que a músic se trata de algo pra cima, feliz.

Os Blocos: "Reticências". Porque esse nome?

Pompeo: Porque a música não tem nome. Quando eu escrevi a letra, deixei na parte superior do papel como título três grandes pontos. (...) Ficou, porque me faz pensar nessa coisa de infinito. Um pensamento infinito, uma sugestão sem fim. Essa música fala de Deus também e do dom que Ele me deu. Sou um entusiasta de um download do céu. Saber tocar, cantar e escrever só pode ser coisa espiritual. Sou burro pra muita coisa, inclusive para ortografia. Cometo erros constrangedores, mas eu consigo passar ao leitor uma mensagem que faz sentido. Eu tinha a idéia de colocar um coral de crianças cantando o refrão do fim. Eu e o André (Leonardo, co-produtor do disco) cantamos bem fino pra ver se soava bem. Depois triplicamos as vozes, e isso deu um puta trabalho por Boto (Fabio, mixador do disco). No fim das contas que percebi que chamar a molecada do projeto Itatiaia da Igreja Presbiteriana Independente de Canaã ia dar muita dor de cabeça e eu ia acabar sendo grosso com uma das crianças, então ficaram as vozes que você ouve.

OS Blocos - "Homes e Mulheres" é uma música muito bonita...

Pompeo - Obrigado. Essa é a única das muitas que fiz pra minha Silvia que foi parar no disco. Eu também creio no relacionamento como uma regra dos céus, por isso ela está no álbum. É uma letra melosa, mas que no fim diz ao que veio. Tive essa revelação de que os homens nascem para serem filhos e as mulheres para serem mães. Quando o cara sai de casa e vai morar com sua parceira, ela toma conta dele e ela faz isso naturalmente, com muita satisfação. A coisa vira um ciclo eterno.

Os Blocos - "O Fim" deveria ser a última!

Pompeo - Assim como "Sgt Peppers Reprise" deveria ser a última do disco dos Beatles, mas terminou com "A Day In The Life", dando o fim fabuloso que há naquela coisa que já não sei mais o que é. Essa música é antiga e entrou pro Esperanto para preencher uma lacuna. Tudo tem um fim. Esses dias vi num programa de televisão que o Big Bang caminha para o fim. E no fim o que nos resta é o amor, né...

Os Blocos - "Música" é apenas mais uma música?

Pompeo - É sim. Sem refrão. Ela vai mudando de clima e nunca volta no ponto de partida. Tem um solo bem bonito, a lá George Harrison, meu guitarrista preferido. Tem uma levada de batera não comum em minhas músicas. Várias influências de misturam ali, resultando em mais uma música. E, realmente, eu não descansarei enquanto eu não for morar à beira do mar. E no dia de minha morte, eu quero estar com minha Silva nos confins da eternidade. É nisso que eu creio, sempre me baseando onde o sonho pode me levar. Sou um cara de grandes sonhos, mas que descobri que o trabalho é a realidade. Quando um sonho se torna realidade, é uma coisa absurda. Tive essa experiência no show do Paul (McCartney). Era um sonho, sabe. Se realizou.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

As cores da virada nas areias de Copacabana

Parece que o Brasil pára para ver os fogos na praia de Copacabana. Parece que o a cidade do Rio enlouquece enquanto os ponteiros avançam até meia noite. Em todo canto tem alguém rumando para ver a queima de fogos. Os taxis são os únicos sobre rodas que chegam ao bairro depois das 18h. Oferendas de todos os tipos vão sendo deixadas em prol da fé em cada canto que se vê. Nas areias das praias o visual do lixo religioso é assustador. Nos postes de luz da Zona Sul cartazes com os dizeres " Prefeitura do Rio apresenta:Revellion 2011 na Praia de Copacabana".
Fomos para lá cerca de 23:20, carregados de latinhas de cerveja, já com algumas doses de wisky, vodka e energético na cabeça, tudo muito bem branco, como manda o figurino. Ano Novo é a festa que mais emociona. Estar presente em certos lugares, ou em qualquer lugar para ser mais exato. Uma mesa com castanhas, farofa e um bom bixo assado. Coca-Cola para as crianças e para curar a ressaca dos marmanjos. Petiscos e álcool. Assim é a festa. Sem putaria, que nem o Carnaval. Eu prefiro um zilhão de vezes o Ano Novo.
Descemos de taxi em qualquer lugar da orla (próximo ao Copacapana Palace) e fomos andando até as areias. Muita , mas muita gente. Mesmo! É gente pra perder a conta. Gente de todos os tipos, branco, preto, pardo, gringo, amarelo. A grande maioria de branco. Velhos, novos, crianças, jovens, adolescentes e até bebês!
Alto-faltantes fazem a contagem regressiva. Lá no mar estão as embarcações carregadas de fogos de artifício. Logo atrás deles estão cruzeiros marítimos dos caras que cagam dinheiro. Nos prédios estão os caras que fazem dinheiro. Na praia estamos nós, os comuns. Mas em dez segundos ninguém é maior que ninguém. A grande atração diz ao que veio. Supera expectativas. Apocaliptico. Parece o fim do mundo. A perfeição sincronizada das luzes de pólvora me lembrou Gandalf, o Cinzento. As cores da virada explodem na sua frente. O céu escuro acima do mar abençoado do Rio parece uma tela de cinema de proporções exageradas. As explosões, em certos momentos, me lembraram um copo de refrigerante, quando as bolhas de gás explodem desordenadamente, fora de controle, isso tudo num volume que só estando lá para saber como é. Todo mundo calado, olhando, boquiaberto. Aí um grande "uau". Alguns choram. Alguns se lembram da vida. Outros oram. É muita coisa ao mesmo tempo. É gigante do universo. Vinte minutos que parecem cinco.
No fim uma grande salva de palmas. Sorriso. Abraços. Fotos. Risadas. A champagne matada. Meu celular no mar ao pular as ondas. Tudo muito bom. O esforço vale a pena, como dizemos entre nós, pelo menos uma vez na vida.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Aos que estão me conhecendo agora...

Bom... Eu acho que deve ter gente entrando aqui que não me conhece quanto os meus raros leitores. Então, antes de mais nada vou apresentar meus leitores.



- Silvia Montico, jornalista e blogueira de moda - a única que realmente me conhece além de meus pais e meu irmão. Revisa meus textos antes de serem publicados (menos em os Blocos de Cimento).

- Felipe Bier - Baixista da fabulosa Oito Mãos, sociólogo e amigo - um cara brilhante.

- Marilia Gabriela, jornalista que nasceu para ser romancista - a muzinha, de Muzabinho, MG.

- André Leonardo - Cantor e vocal da fabulosa Oito Mãos, filosofo e amigo - a melhor viagem em parceiras criativas e filosofia de buteco.

-João Paulo Rodrigues - teólogo nato, grande amigo.



Se eu me esqueci de você, me perdoe. É que essas pessoas comentam e assim eu consigo lembrar sempre que são eles os que me lêem aqui. Raros, mas incríveis.



Quando uma pessoa elogia algo teu rola umas coisas bem intensas que te faz entender certas coisas de uma forma mais concreta. Coisas como amor, que é sentida, de fato, através do ser humano na forma mais pura e serena possível; humildade, que é entendida quando as pessoas são mais humildes que você; respeito, que está cravado na humildade, ela que teima em aparecer duas vezes numa lista de três.



Já fui um cara carrancudo. Ainda sou, é claro... Mas eu era diferente. Eu achava que as pessoas não eram sinceras comigo. Achava que as pessoas só falavam comigo por pura educação. Esse sempre foi meu sentimento. Acho que devo isso por ter sido tão crítico comigo mesmo. Aos amigos do Lucidas, um grande abraço! Amo vocês e tenho gratidão por todos os fãs daquela época em que eu simplesmente me fiz invisível. Sou grato!



Sou beatlemaníaco. Bem... Eu era. Ouvi todos os discos, tenho várias fotos bacanas penduradas no meu quarto, adoro ganhar horas falando sobre os Fab. Mas o show do Paul foi foda. Foda demais. Pra falar a verdade, foi do grande caralho! Sim, eu chingo com CH! Adoro um palavreado chulo, porque é assim que eu falo. Assim que gente fala. O show do Paul foi do grande caralho! Vi muita gente chingando porque simplesmente não tinha o que dizer. A coisa é tão grande que só um palavrão pode dar a idéia exata do que você está sentindo.

Agora eu sou mais que beatlemaníaco. Gosto dos Beatles até a última sílaba. Ou seja - sou um tipo de beatlemaníaco pré-Paul e outro tipo pós-Paul, que só se adquire quando se vê o cara. Isso que quero dizer.

Gosto de escrever e me esforço muito para ser um escritor compreensível. Você encontra meus textos aqui, no Rock n' Beats e nos meus três livros, mas esses ainda não estão publicados.

Gosto de fazer música e de reproduzir música. Você pode me ver tocando na JB e Seus Amigos Sex Symbols, na Oito Mãos (na parte da produção), e brevemente em alguns novos projetos. Pode me ver também fazendo meu ganha pão em alguns bares da cidade e região. Poucos lugares, só para manter a diversão, que é sempre garantida num fim de semana em que todos estão inspirados. Esse tipo de coisa sempre acontece no Clube do Churrasco, em Itatiba-SP.

Enfim. Oi para todos.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Os melhores filmes de porrada.

Pensei em fazer um top 10 dos melhores filmes de porrada, mas eu acho que teria um grande problema. Primeiro: não me lembro de 10 filmes; segundo: a hierarquia da parada seria um tanto melancólica para mim. Então eu vou falar sobre alguns filmes de porrada, os verdadeiros, e deixar a parte hierárquica quase despercebida.

TE PEGO LÁ FORA - Se você é macho e nunca viu esse filme, então está na hora de começar a pensar que há algo de errado. Se um dia você foi aluno novo numa escola qualquer e esbarrou, sem querer querendo, com o fortão da turma nova, com certeza sabe o grande problema que é ser ameaçado na frente de todo mundo. O grande barato desse filme é a cara de mau do valentão e a cara de bosta da vítima, que no fim das contas arranja coragem sabe-se lá da onde e decide, no mínimo, enfrentar o seu medo.


BRUCE LEE - A FÚRIA DO DRAGÃO
Pra falar a verdade, qualquer filme do Bruce Lee é inspiração suficiente para sair na rua querendo desafiar qualquer um. O que impressiona é a velocidade dos movimentos desse chinês com nome de americano. Os personagens de Bruce quebravam (literalmente) qualquer um que se metesse com ele. Chutes e socos eram tão bem filmados que chegava (chega) a doer na pele (osso) de quem assiste. Um cara de grande talento que falava pouco em seus filmes, mas que esbanjava leveza e beleza em suas façanhas marciais.

O GRANDE DRAGÃO BRANCO



Esse é o tipo de filme que qualquer mulher que assiste passa a entender cada vez menos os homens, pois nós adoramos esse tipo de entretenimento. A história é das mais toscas, e rola até um romance da noite pro dia, onde o casal se importa um com o outro como se eles se amassem há uns 3 anos. Enfim, um filme pra ver porrada. Inesquecível a cara do koreano Bolo Young metendo medo em todo mundo. Um torneio sangrento, bem no estilo Mortal Kombat, rola na clandestinidade em Tókio. Jean Claude Van Dame mostra sua vocação para balé ao abrir seu inconfundível espacato e seus chutes que parecem esculturas. Porra, mas o filme é bom pra caralho...






FALCÃO - O CAMPEÃO DOS CAMPEÕES
Stallone é um mito no quesito porrada. Mas esse filme não é porrada em si, mas de braço de ferro, o que é bem bacana também. É sobre um cara que tá fudido, sem grana, com a esposa morrendo, um sogro que o odeia e um filho bostinha que só sabe falar merda pra ele. Precisa ganhar um grande prêmio, um caminhão foda, no torneio de braço de ferro. Só isso, o suficiente para querer ver a película mais de dez vezes.














O CLUBE DA LUTA - Um filme com uma história surreal. De quebra, os caras saem na porrada o tempo todo e a coisa toda faz um puta sentido. Norton e Pitt são dois caras que só fazem filmes fodas, esse não é diferente. Sangue, olho roxo, rins estourados, pulmão perfurado e de quebra um sorriso depois da reunião, com lição de casa e tudo mais. Brigar é coisa que muita gente gosta, coisa que eu acho absolutamente sem sentido. Nessa história sair na porrada com seu amigo é uma coisa natural e, cá entre nós, às vezes dá vontade de tirar uns 5 minutos sem amizade com aquele seu brother que te irritou profundamente.












KARATE KID - A
HORA DA VERDADE
É na hora da verdade que a gente prova o nosso verdadeiro valor, seja lá o que isso quer dizer. Um clássico sem discussão. Daniel Laruso é um exemplo de esforço psicológico diante de situações constrangedoras - e ele passa um bocado delas. Todo mundo sempre quis ter um mestre e o senhor Miagy é daqueles que dá vontade de levar pra casa, dar um chá verde, fumar um e ficar trocando idéia a noite toda sobre suas experiências no Japão. Se você tem lá pelos 2o e tantos anos e nunca fez o golpe da garça, é um viadinho que gostava de assistir Barbie ou Xuxa.






ROCKY BALBOA - 1, 2, 3, 4, 5 e o 6 é legal.
Olha o Stallone de novo. Não disse que ele era um mito? Se esse post fosse um top 10, esse seria o n° 1. O melhor filme de porrada de todos os tempos. Tem drama, comédia, romance, aventura e... Porrada! Uma história sobre um babaca que só sabe lutar, nada mais, e é nisso que o enredo dos 6 filmes gira. Gonna Fly Now - a trilha inconfundível - é entoada toda vez que Rocky precisa de um esforço interno para lutar, seja no ringue ou na vida. Com muito esforço as lutas sempre são vencidas, uma bela mensagem para todas as pessoas desse mundo de brigas inacabáveis.